Muito tem sido falado a respeito do grande déficit no fundo de pensão de muitas cidades norte-americanas. O caso de Detroit, em que o déficit chega a mais de 240% das receitas, vem chamando a atenção. Uma cidade antes rica e que agora apresenta uma taxa de crescimento populacional negativa em 60%, em relação a década de 1950 e com taxa de homicídio cerca de 1000% maior que a média dos Estados Unidos.
Há de se destacar que a riqueza da cidade advinha, em grande maioria, da indústria automobilística, contando com fábricas da GM, Ford e Chrysler, responsáveis por boa parte do emprego na cidade. Mas com o aumento da concorrência internacional e a crise de 2008, as receitas caíram pela metade.
Devido aos fatos elencados, muitos economistas vem comparando Detroit a Grécia de 2010, com sua crise fiscal. E afirmam que o que está acontecendo na cidade, irá se espalhar pelo país. No caso grego, que representa uma pequena parte da economia europeia, a crise se espalhou rapidamente por todo o continente.
No caso dos Estados Unidos, se tal crise se espalhar pelo território nacional, os danos para economia mundial seria, segundo especialistas, maior do que a crise enfrentada em 1929. E o tempo para que isso ocorra, segundo os mesmos, não é longo, eles dão o prazo máximo de 1 ano.
Dado o que foi exposto acima, é necessário fazer uma análise sobre o que está acontecendo. Primeiramente, existe realmente a possibilidade de acontecer o que os economistas estão prevendo, visto que, o que mais tenho notado é que nada foi feito para se evitar qualquer crise ou fato econômico já telegrafado. Por exemplo, se o PIB do Brasil tem previsão (por parte do mercado) de crescer 2% em determinado ano, tal fato irá ocorrer, mesmo que com uma pequena margem de erro e mesmo que algo possa ser feito, dado a análise preditiva, para que a economia possa mudar sua trajetória e crescer mais que os 2% previstos. Usando outro exemplo, é como se você, leitor, fosse ao médico e o mesmo lhe disse que caso não mude sua alimentação, terás uma doença grave em um mês e ainda sim, você não muda. Ou seja, fadará a morte, por questão de teimosia.
Em segundo lugar, há de se apontar o fato de fatos como esse já terem ocorrido e não terem afetado todo os Estados Unidos. É o caso da cidade de Pittsburgh e sua indústria siderúrgica em meados do século XX. A cidade tornou-se rica, devido a tal indústria, mas logo definhou com a mesma, tornando-se quase uma cidade fantasma. Mas que mudou sua trajetória, reestruturando sua matriz produtiva para um pólo tecnológico e sendo hoje considerada uma das melhores cidades do mundo para se viver. Desta forma, fica o exemplo para Detroit, que forma Shumpteriana, pode mudar seu destino.
Por último, é importante salientar que os Estados Unidos está vivendo o início de um boom energético, que levará a um salto em sua economia e no curto e médio prazo. Desta forma, é necessário sim, dar uma atenção e até reformular as políticas de fundo de pensão e benefícios, para que isto não possa se tornar em um pesadelo no futuro, mas não é algo que possa levar, em curto prazo, a um colapso de toda economia mundial. A não ser, é claro, que como dito antes, tenham "especialistas" que realmente queiram que isto (suas previsões) aconteça.
Obs: A conjuntura americana atual não tende a um desastre econômico de curto e médio prazo.
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