" A anarquia econômica da sociedade capitalista de hoje em dia é, em minha opinião, a verdadeira fonte dos males." (EINSTEN, Albert, 1949) .
A citação acima é de um artigo chamado de "Por que o socialismo?". Para Einsten os males só seriam eliminados pela destruição da propriedade privada de produção e a introdução de meios sociais. E vindo de um grande FÍSICO, como foi Albert, a frase pode ser verdadeira. Mas no caso Einsten não era economista de excelência, logo sua análise crítica não deve ser levada em conta na Ciência Econômica. Na qual Shumpeter deu sua resposta a Albert ao escrever "De onde vem a prosperidade de quem é próspero." mostrando exatamente o contrário do que foi falado por Einsten.
Em meios livres a figura do empreendedor tende a aparecer com maior frequência. Em sistemas meritocráticos, os indivíduos são mais propensos a traçarem o próprio destino. Mas é necessário que haja evolução nas instituições para que o "espírito animal" possa aparecer com maior frequência, afinal o empreendedorismo impulsiona a sociedade. Embora seja de suma importância ter cuidado com instituições danosas ao sistema. O crédito, por exemplo, que deveria ser a ferramenta propulsora para o desenvolvimento, acabou sendo a maior armadilha para o mesmo, afinal, compulsório de 1% é uma irresponsabilidade, gerando assim a crise europeia. Mas isso não é culpa do capitalismo, contar com uma base monetária inexistente e um risco moral maléfico, deve-se aos monetaristas. Talvez por isso, Paul Krugman tenha se desculpado, em mídia nacional, com o povo americano pelo seu método, ineficaz e contradizente com a teoria econômica, adotado contra a recessão americana de 2001.
sábado, 13 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
O Lucro do Politicamente Correto
Aprofundando um pouco o conhecimento sobre a Economia Comportamental ( ou Psicologia Econômica, como queiram) deparei-me com algo interessante citado por um dos principais especialistas na área, o laureado Daniel Kahneman. O autor afirmar, de forma complexa, que um indivíduo toma escolhas irracionais, acreditando ser racional, e na maioria das vezes devido à "consciência correta".
Para ilustrar melhor o que Daniel mencionou, citarei o exemplo dado pelo mesmo de um estudo feito: inicialmente, uma tarefa foi dada a um grupo de pessoas, mas não seria remunerada. Os trabalhadores mostraram-se satisfatoriamente eficientes, mesmo trabalhando de graça, que poderia servir de pretexto para preguiça, por exemplo. Em um segundo momento, a mesma tarefa foi passada ao mesmo grupo, desta vez, havendo a remuneração de $0,50. Verificou-se então, que a eficiência dos trabalhadores diminuiu de forma abrupta. Em um terceiro, e último momento, foi oferecida uma remuneração de $5 para os mesmos empregados. Notou-se que a eficiência destes foi idêntica a do primeiro momento, em que trabalharam de forma gratuita. O que ocorre aqui? O autor chegou a conclusão de que ao trabalhar de graça, os indivíduos viram-se que se estivessem prestando um favor, logo empenharam-se na tarefa. Ao receber apenas $0,50 pelo esforço, os trabalhadores acreditaram que este valor seria inferior ao que mereceriam pelo trabalho, logo o esforço foi menor. Com um ganho de $5 os indivíduos sentiram-se motivados a fazer a tarefa, acreditando que estavam sendo bem remunerados e deveriam mostrar que estavam merecendo a quantia paga.
O leitor deve estar se perguntando "seria melhor, então, não remunerar os funcionários?" Óbvio que não. As pessoas tem comportamento adaptativos e logo perceberiam que não estariam fazendo um favor ao trabalharem de graça. Mas um dos objetivos do estudo foi mostrar que os indivíduos se penalizam pela consciência do politicamente correto.
Tendo em base o que foi exposto, é possível agora analisar a importância dos estudos na área de Economia Comportamental. E as grandes empresas estão sabendo fazer bom proveito disso. Um exemplo disso é o lucro verde. Com toda temática de meio-ambiente, aquecimento global, vamos salvar a natureza, está cada vez mais em evidência a utilização e valoração de empresas que ajudem a "salvar" o planeta. Indivíduos chegam a pagar, em algumas vezes, 100% do valor de um produto, apenas por ser ecológico. Ou caso tenha apenas uma árvore na embalagem e uma frase do tipo "nosso produto é feito com embalagens reutilizáveis". Acontece que encontra-se uma grande armadilha ao consumidor desinformado, o greenwashing ( termo que vem das tolhas reutilizáveis na rede hoteleira que vinham com propagandas de que eram ecologicamente corretas, enquanto serviam apenas para aumentar os lucros dos hotéis). Empresas em demasia estão se aproveitando da consciência correta do consumidor para aumentarem seus lucros.
O objetivo deste post foi apenas ilustrar o quanto podemos tomar decisões irracionais a partir do politicamente correto gerado pela sociedade e como as empresas podem se beneficiar disso.
Para ilustrar melhor o que Daniel mencionou, citarei o exemplo dado pelo mesmo de um estudo feito: inicialmente, uma tarefa foi dada a um grupo de pessoas, mas não seria remunerada. Os trabalhadores mostraram-se satisfatoriamente eficientes, mesmo trabalhando de graça, que poderia servir de pretexto para preguiça, por exemplo. Em um segundo momento, a mesma tarefa foi passada ao mesmo grupo, desta vez, havendo a remuneração de $0,50. Verificou-se então, que a eficiência dos trabalhadores diminuiu de forma abrupta. Em um terceiro, e último momento, foi oferecida uma remuneração de $5 para os mesmos empregados. Notou-se que a eficiência destes foi idêntica a do primeiro momento, em que trabalharam de forma gratuita. O que ocorre aqui? O autor chegou a conclusão de que ao trabalhar de graça, os indivíduos viram-se que se estivessem prestando um favor, logo empenharam-se na tarefa. Ao receber apenas $0,50 pelo esforço, os trabalhadores acreditaram que este valor seria inferior ao que mereceriam pelo trabalho, logo o esforço foi menor. Com um ganho de $5 os indivíduos sentiram-se motivados a fazer a tarefa, acreditando que estavam sendo bem remunerados e deveriam mostrar que estavam merecendo a quantia paga.
O leitor deve estar se perguntando "seria melhor, então, não remunerar os funcionários?" Óbvio que não. As pessoas tem comportamento adaptativos e logo perceberiam que não estariam fazendo um favor ao trabalharem de graça. Mas um dos objetivos do estudo foi mostrar que os indivíduos se penalizam pela consciência do politicamente correto.
Tendo em base o que foi exposto, é possível agora analisar a importância dos estudos na área de Economia Comportamental. E as grandes empresas estão sabendo fazer bom proveito disso. Um exemplo disso é o lucro verde. Com toda temática de meio-ambiente, aquecimento global, vamos salvar a natureza, está cada vez mais em evidência a utilização e valoração de empresas que ajudem a "salvar" o planeta. Indivíduos chegam a pagar, em algumas vezes, 100% do valor de um produto, apenas por ser ecológico. Ou caso tenha apenas uma árvore na embalagem e uma frase do tipo "nosso produto é feito com embalagens reutilizáveis". Acontece que encontra-se uma grande armadilha ao consumidor desinformado, o greenwashing ( termo que vem das tolhas reutilizáveis na rede hoteleira que vinham com propagandas de que eram ecologicamente corretas, enquanto serviam apenas para aumentar os lucros dos hotéis). Empresas em demasia estão se aproveitando da consciência correta do consumidor para aumentarem seus lucros.
O objetivo deste post foi apenas ilustrar o quanto podemos tomar decisões irracionais a partir do politicamente correto gerado pela sociedade e como as empresas podem se beneficiar disso.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Seleção brasileira e economia: o impacto do título em 2014
Todos queremos que a seleção brasileira se torne campeã mundial de futebol em 2014. Com certeza teríamos festas nas ruas e muita alegria. Mas fora dos campos, que outra alegria o nosso esquadrão canarinho poderia nos dar?
Há estudos que compravam que a Copa do Mundo realmente traz crescimento para o país sede. Um relatório da Daiwa Capital Markets (2010), por exemplo, mostra que crescimento econômico é mais acelerado nos dois anos anteriores a realização do mundial, tendo uma leve desaceleração no ano do evento e e voltando a ser mais agudo nos dois seguintes a disputa do campeonato. Isso pode ser visto pela identidade do produto, com níveis mais elevados de gastos do governo e investimentos no período pré-copa. Mas e o que garante o crescimento nos período posterior ao evento? A infra-estrutura deixada e maior competitividade das empresas locais (devido à grande visibilidade dada ao evento). Eventos esportivos foram capazes de por no cenário mundial empresas coreanas e chinesas hoje mundialmente conhecidas, por exemplo. A melhoria da infra-estrutura reduz custos, como de trasporte, atrai mais turistas, elevando assim o produto bruto do país sede. (Logo, o Brasil, próximo país a receber uma Copa do Mundo, não terá mais desculpas para não investir mais em educação e saúde após a realização do evento, visto que o crescimento, pode estar garantido para os próximos anos.).
E agora respondendo a pergunta inicial deste tópico, qual o papel da seleção brasileira nisso tudo? O professor PhD em Economia, John Irons (1998), comprovou em sua análise que quando a seleção da casa é campeã mundial há um crescimento, médio, de 1,2% maior do que o esperado. O professor explica que o civismo gerado pela conquista é um dos fatores que podem explicar tal aumento. Então aqui está mais um motivo para cobrarmos ainda mais o título da seleção de Felipão. Isso pode trazer renda extra aos nossos bolsos.
Nota:
Em 2012 a economia brasileira cresceu apenas 0,9%, segundo o IBGE. O baixo crescimento há exatos dois anos do mundial, pode ser explicado pelo problema estrutural explicado em um post anterior A expectativa do mercado é de que em 2013 haja um crescimento de 3,01%. Vamos ficar de olho no PIB brasileiro para ver se o resultado dos estudos realmente irão se aplicar ao nosso país, ou se seremos a primeira exceção.
Há estudos que compravam que a Copa do Mundo realmente traz crescimento para o país sede. Um relatório da Daiwa Capital Markets (2010), por exemplo, mostra que crescimento econômico é mais acelerado nos dois anos anteriores a realização do mundial, tendo uma leve desaceleração no ano do evento e e voltando a ser mais agudo nos dois seguintes a disputa do campeonato. Isso pode ser visto pela identidade do produto, com níveis mais elevados de gastos do governo e investimentos no período pré-copa. Mas e o que garante o crescimento nos período posterior ao evento? A infra-estrutura deixada e maior competitividade das empresas locais (devido à grande visibilidade dada ao evento). Eventos esportivos foram capazes de por no cenário mundial empresas coreanas e chinesas hoje mundialmente conhecidas, por exemplo. A melhoria da infra-estrutura reduz custos, como de trasporte, atrai mais turistas, elevando assim o produto bruto do país sede. (Logo, o Brasil, próximo país a receber uma Copa do Mundo, não terá mais desculpas para não investir mais em educação e saúde após a realização do evento, visto que o crescimento, pode estar garantido para os próximos anos.).
E agora respondendo a pergunta inicial deste tópico, qual o papel da seleção brasileira nisso tudo? O professor PhD em Economia, John Irons (1998), comprovou em sua análise que quando a seleção da casa é campeã mundial há um crescimento, médio, de 1,2% maior do que o esperado. O professor explica que o civismo gerado pela conquista é um dos fatores que podem explicar tal aumento. Então aqui está mais um motivo para cobrarmos ainda mais o título da seleção de Felipão. Isso pode trazer renda extra aos nossos bolsos.
Nota:
Em 2012 a economia brasileira cresceu apenas 0,9%, segundo o IBGE. O baixo crescimento há exatos dois anos do mundial, pode ser explicado pelo problema estrutural explicado em um post anterior A expectativa do mercado é de que em 2013 haja um crescimento de 3,01%. Vamos ficar de olho no PIB brasileiro para ver se o resultado dos estudos realmente irão se aplicar ao nosso país, ou se seremos a primeira exceção.
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