quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brasil: trocando desemprego por inflação e vice-versa

O cenário brasileiro de disputa política nunca foi tão prejudicial, a médio prazo, à sociedade, quanto se tem visto no início desta década. Para conseguir votos, o atual governo tem usado  medidas populistas maléficas.
Vamos à questão brasileira de trocas de políticas.

O desemprego em queda nos últimos anos, bem como o boom econômico do início da década alavancaram os índices positivos de aceitação ao governo atual. Mas recentemente, a desconfiança da população tem aumentado. O que houve então com a economia brasileira, que passou a dar passos para trás?

Primeiramente, isso deve-se a política de consumo adotada durante a crise de 2008. Segundo, existe uma relação inversa entre taxa de desemprego e inflação. Desta forma, uma queda no desemprego e uma não adequação estrutural da economia, leva a maiores índices de inflação.

Por último, uma das questões mais relevantes na atualidade, encontra-se o câmbio. O aumento na taxa de câmbio favorece aos exportadores. Logo, a produção será voltada para o exterior. Mas há de se levar em conta o aumento na renda do brasileiro e por consequência o consumo. Mas o mercado interno enfrenta barreiras estruturais e institucionais para suprir estes consumidores. Resultado? Inflação!!!

O que poderia diminuir esse déficit do mercado interno? Expansão dos investimentos nas cadeias produtivas que visam ao mercado interno. E o que tem acontecido? Aumento da taxa de juros, o que acaba inibindo o investimento. Ou seja, mais inflação. Um fantasma que diminui a popularidade de qualquer governo.

O Banco Central tem tentado diminuir o efeito dessas políticas devastadoras tomadas pelo atual governo brasileiro com vários pacotes de dólares, tentando manter em um patamar razoável a taxa de câmbio. Mas uma queda no ritmo do crescimento chinês, alinhado ao crescimento norte-americano e recuperação do comércio internacional, tem dificultado o trabalho do BACEN.

Assim, não se assuste. Nos próximos meses o brasileiro irá se deparar ou com aumento do preço nas prateleiras ou verá notícias no jornal sobre aumento da taxa de desemprego. Tudo para que o governo possa ir enganando os eleitores.

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