sábado, 30 de março de 2013

A inflação brasileira

Nos últimos dez anos o brasileiro tem visto a renda aumentar e o desemprego diminuir. Com emprego e renda  maior o que poderia importunar nosso população? A tão temida inflação, que vem assombrando o governo Dilma. Mas o que vem causando essa crescente no índice de preços brasileiro? 

    A curva de Phillips já poderia explicar o que está acontecendo no Brasil, estamos vivenciando um momento em que o desemprego está menor que sua taxa natural. Embora a relação negativa entre inflação e desemprego não seja a única causa para explicar o problema brasileiro. O aumento na renda média é outro fator aliado da inflação brasileira. O crescimento do PIB, grande aliado da atual presidente, pode estar se tornando uma dor de cabeça para a mesma. O que acontece é que o Brasil, um país fadado a sofrer com falta de estrutura, teve um crescimento efetivo acima do potencial no ano de 2010. Vivemos em um país que não suporta um crescimento  médio maior que cerca de 4,5% ao ano. E enquanto isso, na Africa do Sul, a excelentíssima afirma ser contra políticas anti-inflacionários que busquem frear o crescimento econômico. O crescimento é sim importante, desde que seja de forma sustentada, mas em ano pré-eleitoral, a presidente parece ter esquecido o que aprendeu (se é que aprendeu) em seu curso de Economia. Para Dilma, não atingir a meta de crescimento determinada para este ano seria uma derrota política. Infelizmente, para o resto da população, se ela conseguir, será uma bancarrota para população brasileira. Se quisermos realmente crescer, devemos investir em nossa estrutura. Evitar, por exemplo, problemas de logística que atrapalhem nossas exportações. Assim como combater as  taxas de analfabetismo, para que não soframos futuramente por falta de mão-de-obra desqualificada. Tenhamos politicas corretas de incentivos ao investimento, para evitarmos freios em momentos de boom econômico. É necessário, também, cobrar os equívocos cometidos pelos formuladores de políticas, ou elfos, como queiram chamar.

Crise cipriota e o papel do governo na economia

Nos últimos dias tem sido constantes reportagens sobre a crise Chipre, país antes pouco conhecido pela maioria da população brasileira. Mas qual lição a crise nessa pequena ilha pode nos dar? Vamos lá!
O Chipre é um famoso paraíso fiscal e antes de ser aceito na União Européia, em 2004, tinha 0% de tributo sobre operações financeiras (isso mesmo, não havia tributo fiscal) transformando a ilha em um berço para lavagem de dinheiro. Principalmente Russo, que jorrou capital em empresas de fachadas e é hoje o país que tem o maior volume de capital na ilha. Ao aderir a zona do Euro, o Chipre foi forçado a aderir a taxa mínima de tributação adotada pelo bloco de 10 %, ainda sim a menor dentre os países da União Européia.  Não deixando de receber capital estrangeiro, que chegou a um montante 8 vezes maior que o PIB cipriota ( de acordo com o Banco Mundial, o PIB no Chipre chega a cerca de $24,3 bilhões). Com tanto volume de dinheiro era necessário que o país investisse e é então que entra o papel do Estado. O governo cipriota ,por razões históricas e políticas, decidiu investir na Grécia, comprando papéis da dívida pública grega. Mas o pior, foi comprar esses papéis com o governo grego já falido. Estaria aqui sendo posto em prática o moral hazard? Em que o governo do Chipre estaria apostando na recuperação grega? Não! Foi apenas política. O governo em momento algum pensou no bem-estar social, a população cipriota se quer sabia o que estava acontecendo. Um país como o Chipre, com um IDH de 0,848 (Dados da ONU para 2012) ocupando a 31° posição e tendo o 26° maior PIB per capita agora terá de arcar com as políticas míopes de um governo, sem dúvidas, despreparado. E agora, respondendo a pergunta inicial deste tópico, pode-se perceber que o governo, nas devidas proporções, está seguindo o mesmo caminho, tomando políticas míopes para toda nação brasileira. Mas sabe qual o problema? O Brasil não aprende com o erros, sejam os próprios ou os alheios. Só nos resta esperar os próximos episódios.