Todos queremos que a seleção brasileira se torne campeã mundial de futebol em 2014. Com certeza teríamos festas nas ruas e muita alegria. Mas fora dos campos, que outra alegria o nosso esquadrão canarinho poderia nos dar?
Há estudos que compravam que a Copa do Mundo realmente traz crescimento para o país sede. Um relatório da Daiwa Capital Markets (2010), por exemplo, mostra que crescimento econômico é mais acelerado nos dois anos anteriores a realização do mundial, tendo uma leve desaceleração no ano do evento e e voltando a ser mais agudo nos dois seguintes a disputa do campeonato. Isso pode ser visto pela identidade do produto, com níveis mais elevados de gastos do governo e investimentos no período pré-copa. Mas e o que garante o crescimento nos período posterior ao evento? A infra-estrutura deixada e maior competitividade das empresas locais (devido à grande visibilidade dada ao evento). Eventos esportivos foram capazes de por no cenário mundial empresas coreanas e chinesas hoje mundialmente conhecidas, por exemplo. A melhoria da infra-estrutura reduz custos, como de trasporte, atrai mais turistas, elevando assim o produto bruto do país sede. (Logo, o Brasil, próximo país a receber uma Copa do Mundo, não terá mais desculpas para não investir mais em educação e saúde após a realização do evento, visto que o crescimento, pode estar garantido para os próximos anos.).
E agora respondendo a pergunta inicial deste tópico, qual o papel da seleção brasileira nisso tudo? O professor PhD em Economia, John Irons (1998), comprovou em sua análise que quando a seleção da casa é campeã mundial há um crescimento, médio, de 1,2% maior do que o esperado. O professor explica que o civismo gerado pela conquista é um dos fatores que podem explicar tal aumento. Então aqui está mais um motivo para cobrarmos ainda mais o título da seleção de Felipão. Isso pode trazer renda extra aos nossos bolsos.
Nota:
Em 2012 a economia brasileira cresceu apenas 0,9%, segundo o IBGE. O baixo crescimento há exatos dois anos do mundial, pode ser explicado pelo problema estrutural explicado em um post anterior A expectativa do mercado é de que em 2013 haja um crescimento de 3,01%. Vamos ficar de olho no PIB brasileiro para ver se o resultado dos estudos realmente irão se aplicar ao nosso país, ou se seremos a primeira exceção.

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