sábado, 4 de maio de 2013

O jeitinho brasileiro

João, um país subdesenvolvido e chuvoso, percebeu que para a população pudesse ir trabalhar seria necessário o uso de guardas-chuvas. Assim o governo distribuiu estes equipamentos a toda população, aumentando, assim, a produtividade de João e o desenvolvendo a posteriori.

Emanuel, um país também subdesenvolvido, mas de clima seco, deslumbrou-se com o desenvolvimento de João e achou que ao distribuir guardas-chuvas para sua população também iria se desenvolver. Pobre Emanuel...

A metáfora utilizada serve ilustrar como tem se comportado a política brasileira em busca do tão sonhado desenvolvimento. O Brasil limitou-se, ao longo dos anos a copiar políticas desenvolvimentistas ao invés de adequá-las as estruturas de nosso país. O que ocorre é que não damos nosso tão conhecido  "jeitinho brasileiro" para nos desenvolvermos. Copiamos modelos inadequados a nossa estrutura e erros cometidos por países desenvolvidos.

Tentamos, por exemplo, sair da crise econômica em 2008 expandindo nossa base monetária através do crédito, gerando um crescimento na inadimplência. Não satisfeito, o governo brasileiro tentou, via consumo, safar-se das "marolas" que aqui chegaram, expandindo mais o crédito, em 2011, quando o país batia recorde de inadimplência. Os formadores de política não devem ter lido as desculpas de Paul Krugmam ao povo americano.

Introduzimos também métodos norte-americanos, país com histórico altamente racista, contra o racismo. O governo baseia-se na ideia de que os negros são mais pobres e devem, assim, ter mais oportunidades para saírem da  miséria. Mas este mesmo governo esquece de ver em suas próprias estatísticas, que cerca de 25 milhões de brancos são pobres e que a maioria da população pobre é parda e não negra. Preocupa então a política de cotas adotada pelo governo, que pode estar iniciando um ódio racial, que até então não tínhamos histórico.

Os  preços dos imóveis começam a mostrar quedas após um quinquênio. Não tomamos cuidados após a bolha imobiliária americana? Não aprendemos com os erros do nosso parceiro intercontinental? O tempo irá mostrar para onde andará o Brasil, com o seu jeitinho que querer se desenvolver. 

Mas não copiamos modelos educacionais, métodos de irrigação ou contra violência.

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